
Durante muitos anos as gorduras foram tratadas injustamente como verdadeiras vilãs da alimentação. como se existisse um único tipo e que todos fizessem mal à saúde dos nossos corações. Porém, as gorduras, também conhecidas como ácidos graxos podem ser divididas em vários grupos diferentes, dependendo do tipo, podem fazer bem ou mal.
Já provavelmente você gastou seu dinheiro comprando um alimento que você acreditava ser muito saudável e natural, pois, afinal de contas, se é de origem vegetal deve fazer bem.
ledo engano, você pode ficar chocado ao saber que durante o processamento desses óleos eles podem se transformar em verdadeiras “bombas” para o seu coração.
As gorduras ou ácidos graxos são essenciais para a vida funcionando como “tijolos” para a produção de hormônios vitais e membranas celulares. Existem dois tipos de ácidos graxos que são chamados de essenciais porque não são fabricados pelo nosso organismo e portanto devem ser obtidos através da alimentação. São eles ômega 3 e ômega 6 que ajudam a combater várias doenças principalmente inflações, doenças cardíacas, artrite, depressão, infecções, etc.
Os ácidos graxos existentes na natureza apresentam ligações químicas que levam a uma configuração chamada “CIS” pelos especialistas fazendo com que os átomos de hidrogênio fiquem do mesmo lado da molécula. Esse fato torna a gordura mais líquida, ou seja, não ficam sólidas à temperatura ambiente. Durante o processo de fabricação da maioria das margarinas adiciona-se hidrogênio às moléculas de gordura e esse processo chamado de “hidrogenação” faz com que a gordura permaneça sólida à temperatura ambiente e possa ser vendida nos supermercados.
Porém, o que ocorre com a hidrogenação é que a maioria das moléculas de gordura deixam de ser “CIS” e passam a ser “TRANS”. O problema é que nosso organismo não sabe lidar com essas tais gorduras trans que levam então uma série de efeitos danosos ao nosso organismo.
As gorduras “trans” bloqueam a transformação normal do colesterol no fígado e contribuem para elevar seus níveis no sangue principalmente da fração LDL (colesterol “do mal”) e diminuem os níveis de HDL (colesterol “do bem”). Na verdade, já se demonstrou que as gorduras “trans” provocam efeitos piores do que as gorduras saturadas de origem animal.
Na Europa, o uso de gorduras “trans” em alimentos é restrito e alguns países só permitem a presença de 0,1% delas.
Nos Estados Unidos já existe uma discussão que provavelmente resultará na obrigatoriedade de constar nos rótulos dos produtos industrializados a quantidade de ácidos graxos “trans” e um alerta sobre o mal que causam.
A margarina não é o único produto de supermarcado que contém gorduras “trans”, mas qualquer produto que contenha a palavra “hidrogenado” em seu rótulo tem gordura “trans” e deve ser evitado.
Surpreendentemente ela está presente em produtos aparentemente “inocentes” como biscoitos, pães,salgadinhos,manteiga de amendoim e óleos vegetais refinados.
Portanto, leia sempre os rótulos dos produtos industrializados e procure evitar aqueles que contenham óleos ou gorduras hidrogenados ou parcialmente hidrogenadas. Como vocês podem notar, nem sempre aquilo que é de origem vegetal faz bem.

