Obesidade
Dieta atual
O que há de errado com a nossa dieta atual?
Nos últimos 10.000 anos, nossos ancestrais sobreviveram comendo dieta rica em carboidratos e pobre em gorduras. Eles comiam os carboidratos em forma de feijões, vegetais e grãos integrais. Comiam o açúcar somente das frutas e a preparação dos alimentos era um processo simples: amassavam a comida entre pedras e cozinhavam no fogo a céu aberto.

O resultado eram alimentos de digestão lenta, ricos em fibras, e o aumento de açúcar no sangue era gradual e prolongado. Essa dieta era ideal para fornecer energia de liberação lenta que ajudava a retardar a fome e fornecia combustível para que os músculos trabalhassem por longo período após a refeição. Era, portanto, “gentil” com o pâncreas porque exigia menor produção de insulina.
Após a revolução industrial, com o advento dos moinhos modernos no século XIX, passou a ser possível produzir uma farinha tão branca que lembrava até o talco. Essa farinha refinada passou a ser muito prezada porque permitia preparar pães macios e aerados assim como bolos que lembravam esponjas.
Com a prosperidade e aumento do poder aquisitivo, aumentou o consumo de carne e conseqüentemente começou a ocorrer uma mudança na dieta: começamos a comer mais gorduras e o tipo de carboidrato mudou, passando a ser de rápida digestão e absorção.
Porém algo inesperado ocorreu, a velocidade do aumento do açúcar no sangue passou a se manter, estimulando o pâncreas a produzir mais insulina. Esse é um hormônio fundamental para o metabolismo dos carboidratos, mas pode ter um efeito profundo no desenvolvimento de várias doenças.
Portanto, uma das principais diferenças da dieta atual para aquela de nossos ancestrais é a velocidade com que os carboidratos refinados são digeridos, ou seja, a dieta tradicional continha carboidratos de baixo índice glicêmico. Em contraste, a dieta moderna é rica em farinhas e açúcares de alto índice glicêmico que estimulam o excesso de produção de insulina, acumulo de gordura visceral e leva ao surgimento de doenças como pressão alta, diabetes, derrame e infarto.
A mensagem final é: busque alimentos ricos em carboidratos integrais e proteínas magras, evite açúcar e farinhas brancas e fuja da gordura animal.
Especial longevidade e juventude
A cada dia que passa a ciência mostra o quanto René Descartes estava errado ao propor que mente e corpo deveriam ser tratados separadamente. Estudo publicado em julho de 2008 pela prestigiosa revista Plos One e conduzido pelo Dr. Herbert Benson, diretor do Mind-Body Institute em Harvard, concluiu que a prática da resposta de relaxamento através de técnicas como meditação, yoga, respiração, biofeedback, visualização e outras é capaz de modificar a expressão de vários genes que podem estar relacionados a efeitos fisiológicos a longo prazo, ou seja, os genes não podem ser modificados, porém sua expressão sim.
Em Dezembro de 2008 estive, pela segunda vez, em contato com o cientista desse instituo e acredito estarmos vivendo um marco de uma nova medicina que poderá mostrar o quanto as mudanças no estilo de vida e na administração das emoções é capaz de promover vida de qualidade e longevidade saudável.