
Não basta estar livre de doenças. O bem-estar, no sentido mais pleno, depende de um olhar apurado sobre o que faz com que elas apareçam. Casda um constrói sua saúde quando de responsabiliza por ela.
Ninguém se surpreendeu quando importantes estudos internacionais demonstraram que os 2 principais fatores de risco para doença cardíaca eram o colesterol e o cigarro. O que surpreendeu foi o terceiro colocado: suas emoções!
Seu coração não é apenas uma bomba. É também um órgão extremamente sensível aos sinais vindos do cérebro, do sistema digestivo e das glândulas suprarenais. Você provavelmente já disse alguma vez que seu coração estava partido ou doendo ou explodindo de orgulho. Pesquisadores estão cada vez mais compreendendo e descobrindo de que forma emoções experimentadas de forma consciente ou inconsciente interagem com o seu coração através de comunicações complexas envolvendo seus sistemas nervoso e hormonal.
Stress, medo e ansiedade ativam seu sistema nervoso vegetativo (simpático e parassimpático) levando ao que se chame de resposta “lutar ou fugir”. Hormônios são liberados e atuam como mensageiros químicos influenciando a pressão arterial e a freqüência cardíaca, os níveis de açúcar no sangue e fatores de coagulação. Seu sistema imunológico libera fatores inflamatórios e a tensão muscular em seu corpo aumenta.
O stress crônico acelera o processo de envelhecimento e aumenta o risco de doenças cardíacas relacionadas à idade.Afeta sua saúde por vários mecanismos, desde a contração de seus vasos sanguíneos até o aumento de substâncias químicas inflamatórias. Por exemplo, aumenta a produção de cortisol que ataca a parede de seus vasos assim como causa insônia, piora a depressão, retarda a cicatrização e leva ao acúmulo de gordura na região abdominal.Todos são fatores que contribuem para doença cardíaca.
Tentativas inadequadas de lidar com o stress freqüentemente levam a comportamentos não saudáveis como fumar, beber álcool em excesso e comer exageradamente, o que aumenta ainda mais o risco de ataque cardíaco.
O Stress é causa direta ou indireta de sete entre as dez doenças que mais matam em países desenvolvidos. Tem papel integral no desenvolvimento da maioria das doenças crônicas que necessitam de parceria entre médico e paciente. Em outras palavras, aprender a administrar o stress abre uma grande janela de oportunidade para medicina preventiva do futuro.
O stress no ambiente de trabalho é a principal causa de absenteísmo, presenteísmo e gestos com assistência médica nas empresas, portanto, a detecção dos níveis e focos de stress no trabalho, intervenção através de programas de gerenciamento, monitoramento e avaliação de resultados pode ser de extrema valia para a contenção de gastos e melhora da performance das empresas.
Segundo pesquisas conduzidas pelo International Stress Management Association no Brasil (ISMA – BR), associação que estuda stress e suas formas de prevenção, 70% dos brasileiros economicamente ativos sofrem efeitos negativos ao stress. E mais: 30% são vitimas do burnout, nível devastador de stress que traz a sensação do “estar sem saída”.
Estudo publicado em Julho de 2008 pela prestigiosa revista Plos One e conduzido pelo Dr.Herbert Benson, diretor do Mind-Body Institute em Harvard, concluiu que a prática da resposta de relaxamento através de técnicas como meditação, yoga, biofeedback, visualização e outras é capaz de modificar a expressão de vários genes que podem estar relacionados a efeitos fisiológicos a longo prazo, ou seja, os genes não podem ser modificados, porém sua expressão sim, podendo interferir no aparecimento e na evolução de doenças como diabetes, hipertensão, depressão, obesidade e até o câncer.
Alterar o próprio comportamento pode mudar a maneira como você reage a situações sobre as quais não tem controle. De novo, você pode aprender a controlar o stress. Algumas pessoas já sabem da importância do equilíbrio entre mente e corpo. Infelizmente, a grande maioria vive à mercê da própria sorte.

