
Nosso corpo produz hormônios, que são mensageiros químicos, como a adrenalina, a insulina, o hormônio do crescimento (GH) e dezenas de outros que auxiliam no bom funcionamento do organismo. Em sua maioria, os hormônios são produzidos por glândulas, mas há os que são “feitos” por órgãos como o coração, o estômago, o intestino. Alguns hormônios são responsáveis por controlar os níveis de outros, e isso acontece, por exemplo, com a hipófise. Muitos hormônios produzidos nessa pequena glândula, localizada na base do cérebro, estimulam outras glândulas, como a tireóide, as supra-renais, os ovários, etc.
Como num trabalho em equipe, muitos hormônios funcionam aos pares para atingir um equilíbrio, de acordo com o princípio das forças opostas, ou seja, um hormônio tem efeito oposto do outro. O pâncreas, por exemplo, produz a “dupla” insulina- glucagon, sendo que a insulina, numa situação como a da hipoglicemia, reduz os níveis de glicose no sangue, enquanto que o glucagon aumenta. Evidentemente, esse sistema tem que ser extremamente preciso para manter um balanço saudável.
Com o processo de envelhecimento, a produção de nossos hormônios pelos órgãos e glândulas vai diminuindo. Os níveis de GH, assim com dos esteróides sexuais (estrógenos e testosterona), vão caindo, e uma das conseqüências é a redução da massa magra, principalmente músculos e ossos. Esse fato leva a uma diminuição do metabolismo, ou seja, mesmo comendo as mesmas quantidades, existe uma tendência a ganhar mais gordura corporal. Além disso, a queda da testosterona gera uma diminuição da libido (apetite sexual) e performance sexual masculina e feminina, alem de diminuir a disposição.
Quando os ovários param de funcionar, surge, a menopausa e, com ela, todas as dúvidas em relação a fazer ou não reposição hormonal. Isso porque, em 2002, quando foram publicados os resultados de um grande estudo sobre reposição hormonal em mulheres, os hormônios passaram a ser vistos como vilões. Esse estudo revelava que a reposição hormonal aumentava o risco de desenvolver câncer de mama e incidência de derrame.
Porém, nesses últimos anos, cada vez mais tem se constatado, através de pesquisas recentes, que o importante é avaliar caso a caso e saber diferenciar qual tipo de hormônio deve ser utilizado de forma individualizada. Na grande maioria das situações, desde que não haja contra–indicação, a reposição hormonal é extremamente benéfica e dá a oportunidade a mulheres e homens de desfrutar uma qualidade de vida muito superior. A população mundial está envelhecendo e não se trata apenas de acrescentar anos à vida das pessoas, mas sim, vida a esse anos. O bom senso e o conhecimento devem andar de mãos dadas.
Os hormônios regem a nossa vida e, em níveis normais, deixam a gente bonita, saudável e cheia de energia. Mas muita coisa interfere nesse equilíbrio. Este balanço hormonal pode fazer você ganhar peso (ou ter dificuldade em perdê-lo), causar inchaço, levar você à beira de um ataque de nervos e até aumentar a sua barriguinha. O corpo tem mecanismos para regular a produção dessas substâncias poderosas, porém dormir mal, comer errado e viver estressada atrapalham tudo. Já um estilo de vida saudável é meio caminho andado para que eles funcionem a todo vapor e sempre a seu favor. Entendendo os hormônios podemos transforma-los em nossos aliados.
Nosso organismo tem um tipo de relógio interno, que controla quando cada função deve acontecer ao longo do dia. É esse “tique-taque” que nos deixa sonolentos à noite, avisa que está na hora de acordar pela manhã e faz a barriga roncar perto do almoço... Esses ponteiros internos também comandam a produção de cada hormônio.
O pico da produção de cortisol, hormônio que controla a assimilação dos nutrientes, função essencial para garantir o pique no dia-a-dia ocorre de manhã. Sob efeito do stress, é acionado fora de hora, ultrapassando os níveis normais. O problema é que vivemos em stress crônico, o que propicia o surgimento de diversas doenças.
Quando em excesso o cortisol, abre o apetite e aumenta os estoques de gordura porque estimula a produção de células gordurosas especialmente no abdômen. Também altera o metabolismo da insulina, outro hormônio "engordativo". Sinais dessa oscilação são estrias arroxeadas, gordura no tronco (com braços e pernas finas) e na barriga, e rosto em forma de lua cheia.
Para contrabalancear o stress, invista em técnicas para administrar a tensão, como meditação, ioga e atividade física. Vegetais verde-escuros, carnes magras e grãos integrais, ricos em vitaminas do complexo B, equilibram o sistema nervoso, o que também ajuda.
É durante o sono profundo que o organismo produz o hormônio do crescimento (GH), que influi muito na vitalidade. Entre outras funções, aumenta e preserva a massa muscular, além de quebrar as moléculas de gordura para transformá-las em energia, o que ajuda a manter o peso.
A insulina é especialmente acionada depois da refeição, pois é ela que empurra a glicose da comida para dentro das células, garantindo a energia necessária ao funcionamento de todo organismo. Quando em excesso, causa uma sensação de fome mesmo quando se está bem alimentado por gerar queda no nível de açúcar no sangue, levando a um ciclo vicioso de comer demais. Facilita o estoque de gordura, pois também estimula a produção de células gordurosas.
Para restabelecer o equilíbrio, evite os jejuns prolongados comendo a cada três horas já que ficar muito tempo sem comer leva a picos de hipo e hiperglicemia, disparando a produção de insulina. Para manter a insulina sob controle, reduza o consumo de carboidratos refinados (doces, pães, bolos, biscoitos e macarrão feitos com farinha branca) e coma mais alimentos ricos em fibras solúveis (maçã, aveia e feijão), que fazem o corpo absorver o açúcar, de forma mais lenta, segurando o apetite.
As Paratireóides são 4 pequenas glândulas próximas à tireóide que produzem o paratormônio, o qual controla o metabolismo do cálcio, fundamental para saúde dos ossos.

