
O diabetes é um distúrbio no qual a concentração de açúcar (glicose) no sangue encontra-se desequilibrada, isto é, elevada. As alterações que ocorrem durante a gestação tornam difícil o controle da concentração de açúcar no sangue de uma gestante diabética. O organismo da mulher grávida favorece a produção de hormônios que aumentam o açúcar no sangue, acarretando a chamada resistência à insulina, aumentando a demanda deste hormônio pelo organismo,o que, para algumas mulheres, resulta nos diabetes.
Na gravidez, duas situações podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabete gestacional, que é aquele que se inicia durante a gestação ou que se torna evidente na gestação (diabetes gestacional) ocorre em 1 a 3 % de todas as gestações. È muito mais comum entre mulheres de certos grupos étnicos, sobretudo, as nativas norte-americanas, as habitantes das ilhas do Pacífico e as mulheres de ascendência mexicana, indiana e asiática, e também entre as mulheres obesas.
Durante o pré-natal faz parte da rotina a investigação do diabetes gestacional em mulheres grávidas. Após a gestação ,a doença geralmente desaparece. O diabetes mal controlado pode colocar em risco tanto o feto como a gestante. Contudo,com um bom controle os riscos não são maiores que os de mulheres grávidas não diabéticas.
Durante a gravidez, a maioria das mulheres é orientada sobre como utilizar os aparelhos que mensuram o açúcar no sangue e como ajustar a dose de insulina de acordo com a necessidade para controlar a concentração de açúcar no sangue durante toda a gestação.
Mas, não desanime porque grande partes dos casos são controladas pela dieta adequada e evitando-se grandes ganhos de peso. Quando a dieta e exercícios são insuficientes para controlar o açúcar, a gestante com diabetes toma injeções de insulina e não medicamentos hipoglicemiantes orais,os quais podem ser tóxicos para o feto. O diabetes aumenta o risco da gestante para infecções, trabalho de parto prematuro e hipertensão arterial. O tratamento desses distúrbios é o mesmo que para qualquer outra mulher grávida. Quando a pressão arterial é mantida sob controle, a gravidez não agrava a doença renal causada pelo diabetes, sendo raras as complicações renais durante a gestação.
O filho de uma mulher diabética pode ser anormalmente grande ao nascer,mesmo quando ela consegue manter normal, ou praticamente normal, os níveis de açúcar no sangue durante toda gestação. O risco de defeitos congênitos é duas vezes maior nos bebês de gestantes diabéticas.

